10 de outubro de 2018

Trabalho, trabalho e mais trabalho!

Neste mês de outubro, o grupo completou 22 meses. Entender o que é e o que não é realmente importante
na rotina do grupo e dos seus membros nos ajudou significativamente para o desenvolvimento do nosso MVP

Felipe Lomeu

Felipe Lomeu

CMO da Mutual.Life

Não, não estamos parados! Muito pelo contrário, estamos trabalhando arduamente em temas como regulação, desenvolvimento e operação, temas esses que tem nos exigido um imenso esforço e jogo de cintura para conciliarmos com nossas atividades "extra Mutual.Life", enquanto nossas estratégias para esse momento nos levam por um caminho bootstrap.

Como já comentamos, nossa primeira prova de conceito foi baseada na validação de um grupo de proteção de smartphones. E neste mês de outubro, o grupo piloto completou 22 meses. Ao longo de todo esse período, o grupo permaneceu ativo com aproximadamente a mesma quantidade de pessoas. Isso foi essencial para que pudéssemos confrontar algumas idéias e suposições, errando e aprendendo na prática. Entender o que é e o que não é realmente importante na rotina do grupo e dos seus membros nos ajudou significativamente para o desenvolvimento do MVP (Produto Mínimo Viável). Desse aprendizado, podemos destacar dois pontos que chamaram muita atenção:

1. A maior parte dos usuários não quer se envolver.

Acreditamos no valor do risco moral. É por isso que um grupo é formado exclusivamente por convidados dos próprios membros do grupo. Mas ser convidado é somente o primeiro passo. Se um convidado aceita ingressar no grupo, ele precisará informar os dados sobre a proteção desejada. Depois disso, seu cadastro é submetido para aprovação, que é feita pelos membros do grupo.

Esse formato contribuiu para um envolvimento menor do que esperávamos entre os membros de um grupo. Percebemos que uma vez que esses usuários se sentem em um ambiente controlado, ou seja, um grupo formado por amigos e por amigos dos seus amigos, eles tendem a confiar nessas pessoas. Então, se algum tipo de evento acontece, simplesmente eles confiam uns nos outros. Com isso, podemos assumir que até aqui que a confiança mútua se mostrou muito relevante.

Na prática, percebemos que quando um novo incidente era registrado, a maior parte dos membros sequer apareciam pra opinar sobre. Precisávamos pedir para entrar, votar e informar se eram a favor ou contra o reembolso necessário para compensar o incidente. Depois de um tempo, melhoramos o processo assumindo que se um membro não votar dentro de um limite de dias, subentende-se que seu voto foi favorável, com reembolso integral. O processo ficou muito mais fluído dessa forma.

De um lado, parece que o grupo está morto, por outro, mostra que está muito vivo (e muito sólido). Se formos considerar a experiência dos nossos usuários, envolvimento maior não significa necessariamente uma boa notícia.

2. Cobrar somente nos sinistros não é necessariamente a melhor forma de operar.

Pensamos que não sobrecarregar os usuários com contribuições mensais seria um diferencial. Apostamos na hipótese de que contribuição inicial somada a contribuição por eventos seria uma ótima estratégia. Não apenas pelos argumentos comerciais, mas principalmente pela possibilidade de trazer economia para os usuários. Podemos afirmar que o argumento comercial foi relevante e que os membros do nosso grupo piloto também economizaram. Mas identificamos alguns acontecimentos que mereceram grande parte da nossa atenção.

Pra começar, como o envolvimento entre os membros do grupo é pequeno, muitas vezes o usuário demorava pra fazer a contribuição no evento (e consequentemente repor seu saldo). Muitos precisavam ser lembrados com certa frequência. Percebemos também que quando foram registrados eventos muito próximos uns do outro, os membros do grupo não esperavam por aquilo. Imagine um grupo que fique três meses sem nenhum tipo de evento. Os membros se acostumam com a não contribuição. E aí imagine que no mês seguinte, aconteceram três eventos, um próximo ao outro.

Pensando no usuário, atacamos essas fragilidades implementando um modelo mais tradicional com um grande diferencial: o usuário faz uma contribuição recorrente mensal baseada na expectativa de sinistralidade do grupo e o recurso é do próprio usuário. Isso significa que se o usuário quiser deixar de ser membro de um grupo, ou seja, sair do grupo, ele retira o saldo do que foi contribuído até o momento.

Acreditamos que com esse modelo, nossos usuários conseguirão ter um planejamento financeiro mais adequado, e além disso, continuarão em sua essência sendo uma parte dono dos recursos do grupo.

Mas o que esperar para os próximos meses?

Antes mesmo do nosso aplicativo ser disponibilizado para testes pelo grupo piloto, já começamos a implementação dessas melhorias no dia a dia do grupo piloto. Como estamos com todo trabalho ainda de forma manual, ou seja, sem uma plataforma por trás controlando o que acontece no grupo, ainda temos algumas limitações indesejadas. Por outro lado, a grande vantagem é que mês a mês temos mais respostas e nosso aplicativo está sendo construído já contemplando todas essas melhorias.


Felipe Lomeu

Felipe Lomeu

CMO da Mutual.Life

Felipe Lomeu é especialista em desenvolvimento de negócios com mais de 10 anos de experiência em estratégias de marketing digital e internet. Nos últimos 5 anos, passou a se especializar em startups e growth hacking.


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